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sexta-feira, 8 de março de 2013

Revenge - 1x16 Scandal


Oi,oi,oi. Nem morta a bicha má dos Hamptons dá sossego.

Para a alegria das menininhas(inclusive minha irmã de 18 anos)Daniel está vivo e Tyler bateu as botas, cortesia de 'Amanda', só que as coisas estão muito longe de se acalmarem como o próprio título do episódio evidencia.

As opiniões se dividem no interrogatório do vilão que virou purpurina não sem antes aprontar com a galera dos Hamptons. O destaque vai para a cínica da Ashley que avisa que Tyler era uma boa pessoa, apenas era doente. Não cola, né?

Daniel é apontado como o assassino de Tyler e desconfiado da própria Emily, ele dá um de desmemoriado enquanto liga os pontos. Conrad e Victoria se unem para brigar pela inocência do filho. E se com dinheiro tá difícil, imagina se fosse em solo brasileiro.

Charlotte barganha para Conrad voltar a mansão e Ashley trabalha para retirar as fotos que incriminam Daniel da rede, se não foi ela mesma quem fez os cliques. Jack, que num peido pode se complicar na morte de Tyler, dissimula para conseguir um álibi qualquer frente a Declan, já que estava a caminho do Haiti.




Os Grayson se unem para prestar apoio a Daniel, mas é nesse momento que Conrad é assombrado por fantasmas do passado, precisamente da conspiração que fez contra David Clarke. Charlotte banca a pobre menina rica e enche a cara para aliviar a pressão.

Emily deduz que Jack ficou na cidade graças a Amanda e precisa que Nolan descubra onde a assassina de Tyler se escondeu. Paralelo a isso, a vingança da loira toma rumos inesperados quando Daniel é preso com um mandado oficial.

Victoria acha que Amanda Clarke armou para o filho e é justamente por essa linha que o advogado da família trabalha. O jogo fica mais perigoso quando Jack faz mais descobertas e Victoria oferece uma aliança a Emily para salvar o corpo do filho de ir para o xilindró.

Emily é interrogada mais uma vez enquanto Charlotte é intimada a lembrar da terceira pessoa que estava na praia. Os Grayson são pressionados pela "boa" vontade de Emily que sai entregando os segredos da família do noivo, apunhalando Victoria bem na cabeça. A matriarca em seguida, puxa os indícios criminais para o lado de Jack, justo o que a vingativa temia.

Ashley pelas costas promove o interesse da mídia em acusar Daniel. Para ser a porta-voz do escândalo.


Nolan está trabalhando com Takeda, o sensei que salvou "Amanda" de ser pega. Desde o início do verão. O melhor da crocância caótica do momento é ver Ashley Davenport ter seu momento em meio aos holofotes do escândalo defendendo Victoria e companhia, como quem defende uma marca.

Declan encontra a jaqueta de Jack suja de sangue e o indaga, mas protege o irmão mais velho. Emily faz as avessas uma irmã para sua meia-irmã de fato, Charlotte. Benjamin Brooks, o advogado de Daniel interroga Jack e Nolan intercepta, orientando Jack a deixar a cidade.

Falsa, Ashley afirma que Tyler deve ter sido morto por Daniel e que ele deve se safar. Não obstante, a mocreia tenta causar comoção no investigador contando a origem de seu sotaque britânico. Conrad e Victoria avaliam a vida dos dois que se tornou uma bagaça e até riem da situação.

Daniel é condenado a ser recluso numa penitenciária de segurança máxima e com fiança negada. Maldita, Ashley dá mais novas entrevistas e toda podre, ironiza se Nolan quer um autógrafo. Mais irônico é saber que quanto maior a altura, maior a queda ou seja o pedestal da falsa não durará tanto.

Nolan encurrala a megera e conta que sabe que ela provocou o interesse da mídia, já que foi quem divulgou fotos de Daniel na praia. Ashley peida e vai ser obrigada a entrar no jogo de Nolan, seja lá qual seja.

O flash suculento mostra que 48 horas antes, Takeda se envolveu no incidente e deu uma surrinha em Emily por ser uma aluna indisciplinar. Daniel deu um tiro que não mataria Tyler, mas o rei da malvadeza foi fuzilado de fato pelo sensei que fez mais três disparos, depois de desacordar Daniel, é claro e tirá-lo momentaneamente de cena.

Só que mais pessoas deram as caras: Amanda e Jack(chamado por Takeda de "o outro cara que você gosta"). Em pouco mais de um minuto, o sensei salvou a pátria só pelo fato de livrar-nos de Tyler e ainda deixou claro: Emily não pode salvar os dois. Quem vai ser salvo, a amiga com quem trocou a identidade ou o eterno amor do passado? Cenas para o próximo capítulo de Revenge.

Grey's Anatomy - 4x05 Haunt You Every Day


Os cinquenta tons de Shonda Rhimes.

Há uma razão pela qual cirurgiões aprendem a manejar bisturis. Gostamos que fingir que somos durões, frios cientistas. Gostamos de fingir que não temos medo. Mas a verdade é que nos tornamos cirurgiões porque em algum lugar bem fundo dentro de nós achamos que podemos cortar o que nos persegue. Fraqueza, fragilidade, morte.

Não acontece só com cirurgiões. Eu não conheço ninguém que não seja assombrado por algo... ou alguém. E mesmo se tentarmos cortar a dor com um bisturi ou enfiá-la no fundo do armário... os nossos esforços costumam ser em vão. Então só conseguimos limpar nossas teias de aranha virando uma nova página ou colocando uma história de lado - de lado, de uma vez por todas.

O Halloween se aproxima e Meredith tem pesadelos estranhos com a mãe e momentos decisivos com Derek. Richard passa a morar no apartamento de Burke, já que o revival com Adele ao que tudo indica, não vai rolar. Izzie e se companhia se assombram com Meredith que leva o saco com as cinzas da mãe para cima e para baixo. Meio mórbido, não?

Callie orienta todos para o feriado, que representa trabalho em excesso. A ortopedista coloca Izzie em uma sinuca de bico ao contar para todos que a loirinha dormiu com George. O sorriso amarelo de Izzie é o melhor. Pacientes fantasiados, internos perdidos e a mais zen de todas as residentes, Sidney de volta à cena.

Lexie cai numa peça de Cristina e aparece como se fosse a camponesa do rótulo do Leite Moça, sendo salva por George. Bailey se envolve num caso instigante de um paciente com espasmos no pé direito. Na verdade, a síndrome rara de desconhecer uma parte do corpo. No caso, o pé com vida própria.

Derek é questionado por Meredith, sobre o melhor ideal para deixar as cinzas de Ellis. O humor negro de Shonda Rhimes dá as cartas, colocando a mega-cirurgiã como psicomaníaca mesmo depois de morta, assustando as pessoas.

Sloan sente a fúria de Olivia, a enfermeira vagaba e suas amigas enfermeiras, as pretendentes catalogam as cantadas do bonitão que ainda é vítima de uma peça de Derek que paga um moleque(filho da moça da lanchonete) para abordar Sloan o chamando de papai.





Impagável, como Shonda está bandida hoje. Já que segundos depois, Alex reeencontra  Ava - a paciente por quem se apaixonou na terceira temporada. E é óbvio que os hormônios gritam.

Mark e Meredith se unem para reconstruir as orelhas deformadas do garotinho que fingiu ser filho do piranhudo de plantão. Richard dá o aval para o procedimento ser gratuito. George e Izzie deixam para trás o caso que houve entre eles(por hora) para cuidar de pacientes sangrando por ferimentos oriundos de um festival com serras elétricas.

Um descuido, possivelmente de Norman - o interno geriátrico e o paciente da síndrome rara serra seu próprio pé. Mark e Callie avaliam os danos e concluem que o membro não pode ser salvo. O local é propício para o cirurgião plástico deixar claro para a chefe de residência que pode "animá-la" a qualquer hora. E não tem hora para Sloan ser McSteamy.

A tensão se atenua quando um senhor pode receber o coração de sua filha que sofre um acidente súbito e tem morte cerebral. O idoso entra num impasse ao ter que escolher se desliga a herdeira dos aparelhos e recebe o coração dela, já que a mesma era doadora de órgãos.

Sidney se insinua para Derek no sua peculiar alegria, servindo de um contraste para a patetice em demasia de Meredith. Shonda está masoquista nesse episódio, fazendo chacota de seus personagens e os testando em alto calibre. Fácil perceber como a autora assinala-se através do roteiro, como quando Yang se revolta com a hipocrisia de George e Izzie ao ressaltarem que estão esperando para ficar juntos em respeito aos sentimentos de Callie.





Já vimos Shonda sendo piadista, bizarra e agora através dessa situação que afeta intimamente Cristina( já que George estava casado com Callie e a traiu e nossa médica oriental foi deixada no altar) um debate reflexivo se instaura. É a chance única da criadora se redimir dos efeitos catalisadores desse plot que já nasceu cagado.

Erica Hahn, a antiga rival cardiocirurgiã de Burke chega para somar o time do hospital e realizar o transplante do coração, a questão se resume somente ao paciente concordar. Shonda dessa vez não poupa Yang que é rechaçada pela recém-chegada que pontua que ela é brilhante, mas com um histórico de vagabunda por dormir com seus mentores. Chega a doer e dar peninha.

Logo depois da sessão julgadora, a própria Yang tem que concordar que tem um passado semelhante ao presente de destruidora de lares de Izzie. Sloan se vinga de Derek e alimenta a atração de Sidney pelo amigo. Jogou sujo, mas é bom os dois voltarem a ser como irmãos pós-Addison.

O feminismo é o próximo tom de Shonda a ser mostrado: numa conversa entre Yang e Callie em plena sala de cirurgia, falando sobe seus respectivos e bobocas machos que as deixaram.

Como Alex não fez nada a não ser ficar com Ava o episódio inteiro e Norman está sob sua tutela ele é que pode ser punido pelo derrame que o vovô interno sofre, já que não liberou o mesmo do trabalho(mesmo o médico gagá alegando não estar se sentindo bem). Shonda sendo reflexiva.




Lexie e Meredith se aproximam em meio aos corredores do hospital e falando sobre a morte. A cena é mórbida, meiga e é a carta final de Shonda para mostrar que sua série fala de vida e morte e está cada vez mais amadurecida. Bailey entrega o mote final ao desabafar sobre a tristeza de não ter ido para casa. Representando o lado mãe de Shonda, quem sabe, seu lado mais compassivo.

Cristina tira o apartamento de Richard por ele contratar Erica. Norman diz adeus a residência de clínica geral e escolhe a psiquiatria. O destaque fica para ele pontuando que os residentes são um bando de crianças com bisturis fazendo sexo em lugares inadequados. O mais louco e sensato é como ele está certo.

Ava deixa uma peça de roupa como souvenir , mas é cedo para dizer se Esme terá um arco tão grande como o do terceiro ano. Callie passa a morar com Yang, que a proíbe de fazer uma faxina. Richard e Meredith usam uma pia para fazer Ellis e suas cinzas descansarem. Próxima da sala de cirurgia, o lugar onde a barracuda sempre desejou estar.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Do Estado novo a o Golpe de 64



Do Estado novo a o Golpe de 64

Em novembro de 1937, Getúlio tem plenos poderes através de um Golpe
de Estado. Por meio do DIP (Departamento Imprensa e Propaganda), a imprensa
é mais uma vez censurada. Uma das atribuições do DIP era assustadora: o
suborno a jornalistas e donos de jornal. Em 1938, Samuel Wainer fundou a
revista Diretrizes para derrubar a ditadura no Brasil. O mesmo cria em 12  de
junho de 1951 o jornal A ùltima Hora.

A Time se referiu à publicação de Wainer
como algo jamais visto no Brasil. Com destaque para a primeira fotografia
colorida em jornais brasileiros, para a coluna “A vida como ela é” de Nelson
Rodrigues e para seção O dia do presidente ( copiada do EUA). O declínio da
Última Hora começa com o Golpe militar de 1964. A Tribuna da Imprensa, de
Carlos Lacreda, criada em 1949, foi um dos primeiros jornais a se colocar contra
o poder.

A imprensa e os “anos de chumbo”

Lembram-se dos pasquins? Em 1969, surge o O Pasquim em referência
àqueles jornais temáticos.  De estilo irônico e divertido, tinha
entrevistas que iam pro papel sem edição e chrages da “patota” do naipe de
Henfil, Jaguar e Ziraldo, entre outros (leia mais na reportagem também em
nossa biblioteca virtual).

O Pasquim surge um ano depois daquilo que alguns consideram “o Golpe
dentro Golpe”. Mas já voltamos a isso... Um marco em 1966 é a revista
Realidade cujo principal traço era um jornalismo de texto, onde o repórter vivia
como um personagem do fato relatado. Nascida em meio a ditadura teve tiragem
em torno de meio milhão de exemplares, editada por Victor Civita tinha
jornalistas Carlos Lacerda e José Hamilton Ribeiro.

Civita falava sobre a
pretensão da revista: “Informar , divertir, estimular e servir nossos leitores com
seriedade honestidade e entusiasmo”. Promessas difíceis de serem cumpridas
naqueles tempos, ainda mais dois anos depois com a implantação do Ato
Institucional n. 5, que decretou o fim da liberdade de expressão no Brasil.

O AI 5  de 1968 (o ano que não acabou, como nos mostrou Zuenir
Ventura em brilhante livro) freia todas as instituições democráticas do
país.

Uma das capas do Jornal do Brasil*  (fundado em 1891 por Rodolfo
Dantas) de dezembro de 68 é exemplar  “O país está sendo varrido por fortes
ventos. Máxima de 38º em Brasília, Mínima 5º nas Laranjeiras”. Era o relato do
clima violento no Brasil daqueles dias. Nessa mesma página, a memorável
frase:”Ontem foi o Dia dos Cegos”

(http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=6283).

Na equipe do JB naquele momento, estavam Alberto Dines e Carlos  Lemos.  Enquanto os
governos militares tentavam vender a imagem do “Pra frente Brasil”, a imprensa
calava-se ou apoiava essa posição. Isso já é outra história.

Com a redemocratização e o fim do perído militar, a imprensa ingressa em
uma outra etapa. Os vínculos entre jornalismo e publicidade tornam-se mais
fortes. Novas técnicas de impressão, criação de parques gráficos e toda uma
logística de produção se implementa. As velhas relações com o poder acentuamse. Os excessos da imprensa acentuam-se também.

Direto do Estácio Textos.

Imprensa: Artilharia Onipresente


Por Ágatha Lemos


O acesso à realidade do mundo em tempo de guerra se não é restrito é violado - ainda que pareça contraditória esta afirmativa, visto o apogeu da telecomunicação de nossa era.

A imprensa, como "co-participante" da guerra vigente, torna-se senhora e escrava, ao mesmo tempo, da mesma. Senhora porque é ela quem divulga o terror à grande massa; escrava porque, inevitavelmente, sofre uma sutil censura disfarçada sob a nomenclatura de um jornalismo responsável.

Qual face da imprensa tem predominado nos registros das guerras modernas? Dispensando os remotos arautos da velha história que contavam as batalhas antigas em que o seu senhor sempre era o herói, analisemos o papel da imprensa como formadora de opinião a partir do século XV, quando é inventada a pólvora e surge a máquina de impressão.




 




Sem menosprezar os episódios sangrentos da Revolução Francesa nem os outros inúmeros combates civis que compreendam o período entre os séculos XV e XVIII, a primeira participação da imprensa em guerras, segundo histórico feito pelo jornalista Sérgio Mattos, professor adjunto IV da Universidade Federal da Bahia, começa na Criméia, em 1854.


William Howard Russell, identificado como o primeiro correspondente de guerra, expunha os desastres à população em suas reportagens sem poupar à crítica ao exército britânico. Nesta época, William Codrington, comandante inglês, expediu uma ordem geral proibindo a publicação de pormenores de valor para o inimigo. Estabeleceu com esta ordem a censura militar.

Censura

A guerra civil americana também não escapou à censura. A transmissão de um despacho da Associated Press, que registrava uma derrota, foi substituído por uma vitória, sob as ordens do comandante das forças armadas dos nortistas.

Em seguida, o Ministério da Guerra, por meio de seu ministro, Edwin M. Stanton, passou a utilizar a censura. Stanton mandava prender editores, correspondentes e ameaçava os proprietários dos jornais, caso fossem desobedecidas suas orientações quanto à notificação de suas derrotas.



 

Quando entramos na Primeira Guerra Mundial, observamos a disseminação mais freqüente dos fatos devido ao telégrafo, que acelerava o processo. Nesta fase, os jornalistas que puderam ser correspondentes, exerciam sua função com restrições. Dos americanos, por exemplo, era exigido um juramento, feito na presença do secretário da Guerra, para que transmitissem a verdade e suprimissem qualquer fato que pudesse ajudar o inimigo.


Já os alemães deveriam esconder da população o que sofriam, iludindo-a quanto às intervenções americanas.

Na Primeira Guerra Mundial, além da dúvida acerca dos jornais e sua veracidade, sucederam-se outros incidentes relevantes. Os jornalistas, diante de toda a pressão a que foram submetidos graças à classe dominante e manipuladora da realidade, concluem que "a verdade é, tradicionalmente, a primeira vítima da guerra".

Conseqüentemente, e contrariamente ao desejo de muitos jornalistas em mostrar à sociedade a verdade de forma objetiva e sem cortes, a Segunda Guerra Mundial mantém e acentua a censura de diferentes maneiras.

A Inglaterra decide selecionar os correspondentes, sujeitando-os a conseqüências caso quebrassem os regulamentos por ela impostos. Enquanto isso, Goebbels, na Alemanha, corrompe os correspondentes com privilégios e mordomias. Censura interessante para os profissionais de ética vulnerável.

Fraqueza

Na Segunda Guerra Mundial, a imprensa, obedecendo à Inteligência Militar, mostra-se fraca ao exibir tragédias sob ângulos positivos, disfarçando derrotas e forjando estratégia onde havia fracasso.

Nos Estados Unidos, os jornalistas tinham acesso somente a informações previamente analisadas. O Departamento de Censura submetia jornais e emissoras de rádio ao Código de Prática de Tempo de Guerra.

Há tantas censuras para quantas guerras citadas. Guerra da Coréia (1950-1953), em que entrevistas realizadas com prisioneiros eram "revisadas" por censores. Guerra da Argélia (1954-1962), em que assassinatos diversos eram excluídos das matérias dos correspondentes e ainda edições eram apreendidas e jornalistas eram presos.

E a Guerra das Malvinas? Fitas e filmes confiscados, imprensa proibida de filmar a rendição Argentina, correspondentes que só podiam escrever o que lhes era ditado e coisas do tipo.



 

Não podemos esquecer a Guerra do Golfo, em 1991. Conflito cinematográfico; do monopólio (norte-americano) da informação. Guerra em que as dúvidas acerca dos fatos e imagens apresentados anulavam a comoção popular. Nela, a agência britânica de notícia, Reuters, não pôde anunciar o número de combatentes, navios, aviões e armamentos, graças à censura.


Depois de uma rasa retrospectiva da insensatez humana, novas linhas podem ser escritas para anunciar a próxima bomba com explosão marcada em contagem regressiva.

Cenário montado


 

O cenário, em tons avermelhados, já está montado. As personagens - Estados Unidos e Iraque - estão ensaiadas e prontas. O nome do filme: O Ataque.


O roteiro fala da ordem do presidente George W. Bush para que Saddam deixe o poder do Iraque, pois este armazena armas de destruição em massa e é suspeito de envolvimento em ataques terroristas. Nesse momento, provavelmente, bombas estarão sendo lançadas no território iraquiano, visando a rendição do ditador.

Mas, a crítica já tem alegado motivos implícitos neste enredo. Bush estaria movimentando uma guerra por motivos pessoais, uma vingança desde o tempo de seu avô, também "Bush", para que os Estados Unidos possam, como a Inglaterra e França, explorar o petróleo no Iraque. Há quem diga ainda que o presidente norte-americano propõe a guerra para justificar os gastos de sua campanha eleitoral que foram pagos pela indústria bélica dos Estados Unidos.

O público, com a pipoca na mão, aguardou ansiosamente a estréia. Hoje, a teve. Sentada diante do televisor, a platéia não questiona as imagens nem as falas. Somente ingere a pipoca e as cenas sem preocupação quanto à produção das mesmas. Satisfaz-se com a veracidade projetada na tela.

E a classe jornalística? Como se portará diante disso tudo? Será a censura, desta vez, aplicada sob a camuflagem do monopólio e oligopólio da informação? Que agência de notícias divulgará mais detalhes dos efeitos sócio-político-econômico deste drama que atinge a platéia mundial?



A globalização é para a comunicação também. Há mais versões para a guerra além da que os próprios causadores ou "produtores" queiram comunicar. Isto implica o direto da imprensa global em pelo menos esboçar a sua percepção da catástrofe. 

Direto do Site Canal da Imprensa.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Once Upon A Time - 1x18 The Stable Boy


Acham Regina terrível? Imagina como a mãe dela deve ser. Que tipo de mãe para castigar a filha a coloca flutuando? 

Traição, é a primeira que vem a mente ao falar do feioso do Rumpel/Sr.Gold. Maquiavélico, ele orientou Regina a manipular um acidente trágico de Kathryn para Mary ser acusada e plantar em sua cela, a chave que a faria escapar na primeira oportunidade, dessa maneira deixando a cidade. E sabemos o que acontece quando as pessoas deixam a cidade enfeitiçada para trás.

Tudo envolve um acordo, é claro, que Regina use sua influência como prefeita e tire as acusações do mocorongo. O que a Rainha Má deseja é impedir que David e Mary, seus compatriotas, Branca de Neve e Encantado fiquem juntos. Flashbacks traiçoeiros e sim a série é da ABC, mas não é Revenge, gente.

Um mergulho fundo na origem da jovem Regina e de sua família. E no caso da maldade da soberana, tudo veio da sua mamãezinha feiticeira de pavio curto, Cora. Fafadinha e meio sofrida, a pobre Regina  alivia sua tensão e repreensão da mãe mocreia com seu affair, Daniel, o jovem do estábulo.






David se culpa por não ter confiado em Mary e pede informações da amada a Emma. Enquanto isso, Regina mexe com o psicológico da professora, tentando induzí-la a confessar um crime que não cometera.

Piedosa antes de integrar o lado negro da força, Regina salvou Snow ainda criança de virar estrume de cavalo. A novela continua com Sidney fazendo intriga e Emma nem de longe desconfiando que todos estão mancomunados com a monarca cultivadora de maçãs mortais.

Widmore dá as caras em tempos atuais como um dúbio promotor e Rumpel atua como bom advogado. Só que Mary comete algumas gafes durante o interrogatório e complica as coisas para si mesma. 

Nos flashes, Regina vai de filha de bruxa a pretendente real. Amando outro homem e o sim não chegou nem a ser dito por ela e sim por sua mãe bruaca. Snow apela, mas Regina avisa que não pode casar sem amá-lo.




O escritor e Emma investigam os últimos passos de Kathryn e descobrem algumas pistas fragmentadas. Malvada, Cora manipula Snow que conta a verdade a velha que descobre o verdadeiro amor da filha, o cocheiro Daniel. Emma percebe que os indícios levam a Regina e a confronta.

Só que a prefeita se safa e Emma desconfia do escritor. Mary se desespera e Regina tripudia mais e mais da mocinha. Por um leve descuido que custou a vida de seu amado, ela odeia a princesa desmemoriada e sua enteada legítima. 

A série caminha para o fim da primeira temporada com a única ressalva a se fazer: os efeitos visuais são por diversas vezes mediano, mas é só um detalhe diante do roteiro inventivo e do elenco entrosado, elenco e roteiro, os maiores atrativos de OUAT desde sua estreia.

Da mesma maneira que Regina livrou-se de seu ex-amante, Graham, sua mãe Cora arrancou o coração do bonzinho Daniel e o esfarelou diante dos olhos incrédulos da filha. Tornando-a a megera que é hoje e destinada a fazer da vida da menina um inferno pelo infeliz incidente.

Mas o sofrimento da coitada da Mary está perto do fim. Emma usa o dom de Ruby(que é possível prima de Jacob Black de Crepúsculo) para descobrir uma verdade ainda mais sinistra, contudo que pode mudar o rumo das coisas: Kathryn em estilo mendiga é encontrada num beco.

Dossiê: Em Chamas - A Sequência do blockbuster Jogos Vorazes


Do inglês: Uma primeira olhada no longa Em Chamas
Katniss Everdeen(Jennifer Lawrence) e Peeta Mellark(Josh Hutcherson) não tem nem ideia do que os aguarda em novembro com o lançamento em cinemas de todo o mundo do longa Em Chamas, segundo capítulo da saga Jogos Vorazes(The Hunting Games).

O enredo abrange exatamente como a vida dos tributos do Distrito 12 prossegue após a vitória nos 74° Jogos Vorazes, o "casal" deverá retornar a arena para o Massacre Quaternário, uma edição especial do reality que acontece a cada 25 anos e reúne vencedores anteriores.

Paralelamente, os sentimentos de Katniss por seu melhor amigo, Gale(Liam Hemsworth) começam a se desabrochar, dando início a um triângulo amoroso no estilo Edward- Bella- Jacob em meio a adrenalina da competição e uma rebelião contra a opressiva Capital toma forma.






No elenco estão ainda Elizabeth Banks como a esquisita e já conhecida Effie Blanket, Woody Harrelson e Stanley Tucci também reprisam seus papéis como o bêbado Haymitch e o apresentador Caeser. Donald Sutherland volta a interpretar o enigmático Presidente Snow. Phillip Seymour Hoffman, Jena Malone, Lenny Kravitz, Amanda Plummer, Sam Claffin(este como Finnick Odair, um importante personagem a cruzar o caminho de Katniss ), Lynn Cohen, entre outros.

O diretor do longa é o mesmo de Água para Elefantes, Francis Lawrence. Jogos Vorazes - Em Chamas estreia em 15 de novembro de 2013. Para boa parte dos analistas de Wall Street, Em Chamas será o maior filme do ano. Lembrando que o filme foi a terceira bilheteria dos EUA no ano passado e liderou por semanas o ranking lado a lado com Os Vingadores. Imerso em tecnologia, a saga de Katniss e companhia terá algumas cenas em IMAX  Digital, uma evolução que será utilizada na arena.

Venezuela perde Chavéz - Dossiê Completa da Trajetória do Presidente


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu na tarde desta terça-feira (5), aos 58 anos, na capital Caracas, após mais de um ano e meio de luta contra o câncer.
A morte ocorreu às 16h25 locais (17h55 de Brasília), segundo o vice-presidente Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez, que fez o anúncio em um pronunciamento ao vivo na TV.
"Às 16h25 locais (17h55 de Brasília) de hoje 5 de março, faleceu o comandante presidente Hugo Chávez Frías", disse Maduro, emocionado e cercado pelo ministério.
"Pedimos ao nosso povo para canalizar nossa dor em paz e tranquilidade. Suas bandeiras serão erguidas com honra e com dignidade", afirmou. "Vamos ser dignos herdeiros filhos de um homem gigante como foi e como sempre será na memória o comandante Hugo Chávez.""Nesta dor imensa desta tragédia histórica que hoje toca a nossa pátria, nós chamamos todos os compatriotas, homens, mulheres de todas as idades, a ser vigilantes da paz, do respeito, do amor, da tranquilidade desta pátria", disse.
Chávez estava internado em um hospital militar na capital, Caracas. Na véspera, um boletim médico pessimista havia relatado uma piora no seu estado de saúde.
Ao fazer o anúncio nesta terça, o vice Maduro afirmou que mandou as Forças Armadas para as ruas, para garantir a segurança.
O clima da população na capital, Caracas, inicialmente era de apreensão e silêncio, à espera dos próximos acontecimentos. Após o anúncio da morte, uma grande confusão tomou as ruas, com filas nos postos de gasolina e temor de desabastecimento.
O artigo 233 da constituição venezuelana prevê uma nova eleição "universal, direta e secreta" em 30 dias em uma situação de morte de um presidente eleito que não tenha tomado posse. Hugo Chávez, morreu na tarde desta terça-feira (5), aos 58 anos, após sua quarta eleição e não chegou a tomar posse de seu novo mandato.
"Quando se produza a falta absoluta do Presidente eleito ou Presidenta eleita antes de tomar posse, se procederá uma nova eleição universal, direta e secreta dentro dos 30 dias consecutivos seguintes", diz o trecho do artigo. Antes, entre as situações de "falta absoluta" está classificada a morte de um mandatário eleito.
A seguir, a constituição do país define que o presidente do Congresso venezuelano ficará no cargo de presidente antes de se definir o vencedor destas novas eleições. "Enquanto se escolhe e toma posse o novo Presidente ou a nova Presidenta, se encarregará da Presidência da República o Presidente da Assembleia Nacional."
A morte de Hugo Chávez ocorreu às 16h25 locais (17h55 de Brasília), segundo o vice-presidente Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez, que fez o anúncio em um pronunciamento ao vivo na TV.
"Às 16h25 locais (17h55 de Brasília) de hoje 5 de março, faleceu o comandante presidente Hugo Chávez Frías", disse Maduro, emocionado.
"É um momento de dor", afirmou, cercado pelos ministros do governo. Chávez estava internado em um hospital militar na capital, Caracas.O vice Maduro afirmou que mandou as Forças Armadas para as ruas, para garantir a segurança.
Discurso agressivo
Horas antes, Maduro havia feito um discurso agressivo na TV, acusando os adversários políticos de. "conspiração" e dizendo que Chávez enfrentava o momento "mais duro" desde sua última cirurgia.
O governo também anunciou a expulsão de dois adidos militares americanos supostamente envolvidos em "contatos não autorizados" com militares venezuelanos.
Luta contra o câncer
Chávez lutava contra um câncer desde junho de 2011 e, após realizar um tratamento em Cuba contra a doença, havia voltado ao país natal em fevereiro deste ano. Chávez foi um dos mais destacados e controversos líderes da América Latina. Desde que assumiu o comando da Venezuela, em 1999, o militar da reserva promoveu mudanças à esquerda, na política e na economia.
Ele nacionalizou empresas privadas, atribuiu ao Estado atividades essenciais, além de mudar a Constituição, o nome, a bandeira e até o fuso horário do país (1h30 a menos que o horário de Brasília).
Chávez foi reeleito pela primeira vez em 2006, com mais de 62% dos votos, e novamente em 2012, com 54%.
Ele tentou chegar ao poder pela primeira vez em 1992 através de uma tentativa fracassada de golpe de Estado, que fez com que fosse preso.
Em 2002, já no comando do país, sofreu um golpe de Estado que o tirou do poder por quase 48 horas. Foi restituído por militares leais, com a mobilização de milhares de seguidores.
A Venezuela, que é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), possui uma economia dependente das exportações do combustível, tendência que Chávez queria mudar com a entrada do país no Mercosul. O país tem 30 milhões de hectares de terras cultiváveis, mas importa até 70% dos alimentos que consome. A população é de quase 29 milhões de habitantes. Doença
Desde que foi reeleito mais uma vez, em outubro de 2012, o líder venezuelano apareceu em público poucas vezes, a maioria delas para liderar conselhos de ministros no Palácio de Miraflores. Chávez também deixou de utilizar frequentemente sua conta na rede social Twitter.
A falta de informações e detalhes sobre a doença e a presença menos frequente de Chávez em eventos desde que anunciou a luta contra o câncer alimentaram os rumores de que seu estado de saúde poderia ser mais grave do que o governo queria divulgar.
Em 10 de junho de 2011, a imprensa venezuelana noticiou que Hugo Chávez havia por uma cirurgia de emergência em Cuba devido a um problema na região pélvica. Rumores sobre a doença circularam nos dias seguintes, mas o governo venezuelano negou que se tratasse de um tumor.
Em 30 de junho, no entanto, o presidente confirmou que havia sido operado em razão de um câncer. Não foram revelados maiores detalhes sobre a doença.
Chávez voltou à Venezuela dias depois e voltaria a Cuba nos meses seguintes para sessões de quimioterapia. Em agosto de 2011, apareceu com o cabelo raspado: "É meu novo visual", disse.
Em outubro do mesmo ano, após fazer exames médicos em Cuba, o governante declarou-se livre do câncer. "O novo Chávez voltou [...] Vamos viver e vamos continuar vivendo. Estou livre da doença", afirmou, fardado e eufórico.
Hugo Chávez chegou a dizer que o câncer, que atingiu cinco líderes sul-americanos – entre eles a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula – teria sido induzido pelos Estados Unidos. "Não seria estranho se tivessem desenvolvido uma tecnologia", disse
Em fevereiro de 2012, ele anunciou que seria operado novamente por uma lesão na mesma região em que teve o tumor removido. A cirurgia também ocorreu em Cuba e, posteriormente, ele passou por tratamento de radioterapia.
Em julho, quando era candidato à reeleição, o presidente voltou a dizer que havia vencido a batalha contra o câncer. Aos opositores, Chávez dizia que seus problemas de saúde não o impediriam de vencer a eleição que poderia mantê-lo no poder até 2019.
Em novembro, após vitória nas urnas, a Assembleia Nacional autorizou a viagem de Chávez a Cuba para receber terapia hiperbárica, um tratamento complementar comum em pacientes que receberam radioterapia.
Em dezembro, Chávez anunciou que voltaria a Cuba para ser submetido a uma nova cirurgia devido ao retorno do câncer. Ele designou o vice, Nicolás Maduro, como o eventual sucessor se não fosse capaz de voltar ao poder. Foi a primeira vez que Chávez admitiu, publicamente, que a doença poderia impedi-lo de seguir à frente do país.
Após a realização da cirurgia, foi Maduro quem passou a fazer relatos do estado de saúde de Hugo Chávez. A oposição criticava o governo, acusando-o de sonegar informação sobre a real situação do mandatário.
Chávez não conseguiu tomar posse de seu novo mandato, em 10 de janeiro. Após disputa judicial, o Tribunal Superior de Justiça entendeu que a presença dele não era necessária, e que uma posse formal poderia ocorrer em outra data a ser marcada posteriormente.
Em 18 de fevereiro, surpreendendo a todos, Hugo Chávez anunciou, pelo Twitter, que estava voltando à Venezuela. Ele foi diretamente para um hospital militar na capital Caracas.
 Trajetória
Hugo Rafael Chávez Frías nasceu em 28 de julho de 1954, em Sabaneta, estado de Barinas, no oeste do país. Filho de professores, ele casou e se divorciou por duas vezes. Tem quatro filhos – duas mulheres e um homem do primeiro matrimônio, e uma menina do segundo – e três netos.
Militar reformado, Chávez entrou para a política depois de uma fracassada tentativa de golpe de Estado que o levou à prisão, em 1992.
Desde que venceu as primeiras eleições presidenciais, em 1999, com a promessa de pôr fim à "partidocracia corrupta" em que o governo havia se transformado e de distribuir a renda do petróleo entre os setores excluídos da sociedade, o presidente assumiu um estilo único de fazer política.
Ele chegou ao poder em fevereiro daquele ano como o 47º presidente da Venezuela, jurando sobre uma Constituição que ele afirmou estar "moribunda".
Entre suas primeiras decisões, proibiu que o Departamento Antidrogas dos Estados Unidosfizesse sobrevoos no país e, anos mais tarde, em 2008, expulsou o embaixador americano.
No final de 1999, alcançou o seu objetivo de mudar a carta magna da Venezuela e iniciar o que chamou de "Revolução Bolivariana".
Crises políticas

Chávez enfrentou momentos difíceis no poder, como quando, depois de vários dias de greves nacionais, em 11 abril de 2002, sofreu um golpe de Estado que o tirou do poder por quase 48 horas. Após tumultos e 19 mortes, o líder venezuelano foi restituído ao cargo por militares leais, com a mobilização de milhares de seguidores pelas ruas de Caracas.
Naquele mesmo ano, uma greve liderada por trabalhadores, empregadores e contratados da estatal de petróleo de Venezuela paralisou a indústria vital para o país. A greve prolongou-se até fevereiro de 2003 e derrubou a produção petrolífera, impactando com força a economia.
Os trabalhadores criticavam a implantação do projeto de "grande revolução bolivariana", que atingiu proprietários de terras, produtores de combustíveis e bancos. O termo é referência ao líder revolucionário Simón Bolívar, responsável pela independência de vários países da América do Sul, em quem Chávez dizia se inspirar.
Em 2004, após violentos protestos da oposição que deixaram outros nove mortos, Chávez submeteu-se novamente a um referendo público que o confirmou no poder.
Reeleição em 2006

Em 2006, em nova eleição presidencial, ele obteve 62% dos votos contra o opositor Manuel Rosales. No novo mandato, Chávez declarou a transformação da Venezuela em um Estado socialista.
Durante este período, o militar reformado iniciava seu projeto de estatização da maioria das empresas venezuelanas, em setores cruciais como telecomunicações e eletricidade. Em maio de 2007, a Radio Caracas Television, emissora mais antiga da Venezuela, encerrou suas transmissões após não ter sua concessão renovada pelo governo.
Iniciava-se também sua tentativa de reforma na Constituição, que permitira sua reeleição por tempo indefinido. Após uma primeira derrota, ocorrida no final de 2007, o projeto foi aprovado em referendo popular em fevereiro de 2009.
Em 2010, Chávez sofreu sua primeira derrota nas urnas, em eleições legislativas. Apesar de ter obtido a maioria dos votos, seu partido não conseguiu dois terços da Assembleia Nacional venezuelana, objetivo necessário para facilitar a aprovação dos projetos do governo.
Com uma manobra política, no entanto, conseguiu aprovar um dispositivo que o permitiu governar por mais seis meses por decretos de emergência.
Entrada na Mercosul

A Venezuela entrou oficialmente no Mercosul em 13 de agosto de 2012, depois de cerimônia simbólica em 31 de julho ocorrida em Brasília, com a presença de Hugo Chávez.
O ingresso ocorreu após Brasil, Argentina e Uruguai suspenderem o Paraguai do bloco como sanção pelo impeachment do presidente Fernando Lugo. Em 22 de junho do ano passado, o Senado do Paraguai votou pela destituição de Lugo no processo político "relâmpago" aberto contra ele na véspera e encarado pela comunidade de países sul-americanos como golpe. O país vinha impondo o veto à entrada da Venezuela no grupo.
"Faz tempo que a Venezuela devia entrar no Mercosul. Mas como está escrito na Bíblia, tudo o que vai ocorrer sob o sol tem sua hora", disse Chávez à ocasião. "Nos interessa muito sair do modelo petroleiro, impulsionar o desenvolvimento agrícola da Venezuela [...] Temos disponíveis mais de 30 milhões de hectares para o desenvolvimento da agricultura", afirmou.
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, disse em setembro de 2012 que "houve unanimidade no Mercosul e Unasul para a suspensão do Paraguai. O que reforçou a suspensão foi o fato de todos os países, como gesto de repúdio, retiraram seus embaixadores, o que não ocorreu em Caracas, na Venezuela".
Com o ingresso da Venezuela, o Mercosul passou a contar com população de 270 milhões de habitantes, ou 70% da população da América do Sul. Segundo o Ministério de Relações Exteriores brasileiro, o PIB do bloco será de US$ 3,3 trilhões (83,2% do PIB sul-americano), com território de 12,7 milhões de km² (72% da área da América do Sul).
Reeleição em 2012
Em 7 de outubro, Chávez derrotou Henrique Capriles Radonski, mesmo com uma campanha limitada, e garantiu novo mandato, o quarto consecutivo, até 2019, prometendo "radicalizar" o programa socialista que vinha implantando no país.
O presidente teve cerca de 54% dos votos, contra 45% do oponente, e o comparecimento às urnas foi de quase 81%. Dilma disse na ocasião que a vitória foi um "processo democrático exemplar".

Durante a campanha, Chávez pediu a vitória para tornar "irreversível" o seu sistema socialista e acelerar o Estado comunista, algo que os críticos veem como uma nova manobra para concentrar mais poder em suas mãos. Ele não hesitou em falar em uma “ameaça de guerra civil” caso o rival ganhasse as eleições.
Capriles foi o primeiro adversário a ter chances reais de derrotar Hugo Chávez, ao capitalizar o descontentamento acumulado durante os mandatos do presidente. Em conversa com o G1 na época, ele disse que seguiria o modelo brasileiro caso fosse eleito.

Além de ser comandante-em-chefe das Forças Armadas e presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), com maioria na Assembleia Nacional, Hugo Chávez também controlava a mídia estatal.
Política externa

A política externa foi inspirada pelo líder cubano Fidel Castro e marcada por críticas contra o "imperialismo" dos Estados Unidos, país que ele acusa de ser responsável pelo breve golpe que sofreu em 2002 e por questões que vão desde a mudança climática até uma suposta tentativa de assassiná-lo.
Durante sua gestão, Hugo Chávez reforçou a cooperação com seus aliados de esquerda na América Latina como Bolívia, Equador, Nicarágua, além de tecer parcerias com os governos polêmicos de Irã, Síria, Belarus, Líbia, entre outros. Ele foi pragmático o suficiente, entretanto, para continuar a vender diariamente para os Estados Unidos um milhão de barris de petróleo.
Com os seus "petrodólares", estabeleceu iniciativas regionais como o grupo de coordenação política Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e subsidiou o petróleo da Petrocaribe, aliança entre alguns países do Caribe com a Venezuela.
O presidente venezuelano tratava outros líderes internacional com intensidade, respeito ou desprezo, chegando a dizer que havia sentido cheiro de "enxofre" na tribuna da Assembleia Geral da ONU, em 2007, após ter passado pelo então presidente americano, George W. Bush, que já foi chamado por Chávez de bêbado e genocida.
Barack Obama, a quem Chávez parabenizou pela eleição em 2008, foi taxado mais tarde de "farsante". Quando Obama foi reeleito em outubro deste ano, o venezuelano disse desejar que o americano "se dedique a governar seu país, deixando de invadir povos e desestabilizar países".
Chávez tinha apreço especial por Lula e Dilma devido ao histórico de combate dos brasileiros durante a ditadura militar. "Eu e Lula somos irmãos. Somos mais que irmãos. Somos, como já disse Fidel Castro, esses tipos que andam por aí fazendo coisas, como Dilma, Cristina [Fernandez, presidente da Argentina], Néstor [Kirchner, ex-presidente argentino]”, disse Hugo Chávez, durante a primeira visita oficial da presidente brasileira à Venezuela.
Populismo

Hugo Chávez manteve-se no poder graças à implementação das suas "missões", programas sociais que melhoraram os níveis de educação e saúde públicas venezuelanas, embora a pobreza, o desemprego e a violência tenham se espalhado pelo país, que possui uma das maiores reservas de petróleo da região.
Sua popularidade contrastava com a rejeição vinda da classe média, afetada pelas restrições econômicas impostas em nome da revolução e por políticas de desapropriação de empresas privadas.
Seu discurso beligerante polarizou a sociedade ao demonizar os oponentes e queimar todas as pontes de entendimento com a outra metade do país – politicamente, uma estratégia muito rentável, admitem fontes próximas ao governo.
Viciado em comunicação, convocava constantemente a cadeia nacional de rádio e TV para longos discursos, além de comandar por muito tempo o programa semanal "Alô, Presidente", no qual discutia suas ideias políticas, recebia convidados para entrevistas, entregava obras públicas e até vendia eletrodomésticos chineses com preços subvencionados pelo governo.
Tornou-se também um grande usuário do Twitter, onde reunia milhares de seguidores, mas diminuiu o uso do microblog após a eleição de 2012.
Original do G1.com

Chorão do Charlie Brown, Jr. é encontrado morto em SP



Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como o vocalista e líder da influente banda de rock Charlie Brown, Jr. foi encontrado morto em seu apartamento na Zona Oeste de São Paulo pela madrugada desta quarta (6) por seu motorista. A polícia foi contactada, assim como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência(SAMU) mas o cantor já estava efetivamente falecido. 

Chorão que completaria 43 anos no dia 9 de abril, não se comunicava há dois dias. Um pó misterioso(supostamente heroína) foi encontrado na residência do artista, porém é prematuro tomar por certo que ele possa ter tido uma overdose.

Chorão foi o único integrante do Charlie Brown a integrar todas as formações da banda.
Às 7h55, quinze minutos após a investigação oficial do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa(DHPP) se inciar, o site da banda já estava fora do ar e a notícia do falecimento de Chorão já estava no Trending Topics do Twitter Brasil e do mundo. 

Torcedor fanático do Santos, o time fez uma homenagem póstuma ao cantor em forma de vídeo eternizando o mesmo como eterno menino da vila. Foi ainda na cidade de Santos que Chorão tornou-se vocalista da banda de rock Charlie Brown, Jr. em 1992. E foi o único a integrar todas as formações da banda até então. 


Hits duradouros como "Te Levar", que foi abertura da novela adolescente Malhação por aproximadamente uma década e mais íntimas como "Ela vai voltar" marcaram a versatilidade de Chorão que também era conhecido por polêmicas declarações. 

O próximo show da banda seria no dia 6 de abril no Credicard Hall, em São Paulo. De acordo com a Time for Fun, bilhetadora dos ingressos, informações referentes ao reembolso serão divulgadas em breve. Vários famosos manifestaram o luto pelo óbito de Chorão, do jogador Elano aos apresentadores Ana Hickmann, Luciano Huck e Marcos Mion e a jornalista Fátima Bernardes, entre outras personalidades da mídia. 

Adaptado do Site: Último Segundo.