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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Scream - 2x11/12 Heavenly Creatures/When a Stranger Calls(Season Finale)

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Quem é a pessoa por trás da máscara? Não tem surpresa. Leia para entender.

Recapitulando onde paramos no episódio anterior, depois de uma caçada por Zoe, o trio de protagonistas encontra a menina morta no rio. Foi uma morte devastadora principalmente para Noah que tinha um relacionamento com ela e foi esfaqueado pelo assassino.

O principal mote desse começo de fim de temporada é mostrar Noah desacreditado. É o momento de descartarmos quem pode ser descartado dessa lista de suspeitos para apurarmos o assassino.

Passada metade da temporada em que Audrey foi de potencial criminosa a envolvida por acaso na conexão com Piper, fica a óbvia certeza de que Piper tinha um ajudante.

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Quando digo ajudante saliento que é um homem, pois mesmo que tendo cenas de perseguição econômicas e telefonemas esdruxulos, houveram assassinatos mais brutais como o de Jake e situações muito teatrais que demandavam ou um homem muito forte ou um assassino com um ajudante.

Algo que não deve ser descartado, principalmente se situarmos quem está no pareo de suspeitos. O xerife e o filho[acasos de cenas ruins de suspense], professora fulana[novamente uma tentativa de emplacar uma personagem investigativa a la Gale Wheaters + acasos de cenas forçadas como trancar Emma na sala de vidro].

Temos Eli, o primo esquisitão e staker. Noah, o namorado esquisitão, X9 e interpretado pelo pior ator do elenco fixo da série. Será que temos tão poucas opções assim? Enxergue o óbvio.

Com o prefeito descartado[pobre Brooke] e Emma e Audrey encurraladas numa jogada do Ghostface, Brooke se une a Noah para salvar a patria depois que essas duas só se enrascam.

Parafraseando Pânico 2, uma das melhores sequencias já produzidas para filmes teens, claro que o trajeto que levaria as meninas até a delegacia dá errado com Ghostface/serumaninho/fumaça aparecendo e matando mais um anônimo. Fazendo jus a tradição de desorientada em histórias do gênero a polícia acredita na culpa de Emma e Audrey,

Chega a cena mais infame do episódio com a dupla sendo procurada e sorrateiramente[nem tanto assim]se esgueirando por Lakewood. Ri, não teve como segurar.

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Mais uma vez no controle como narrador personagem, Noah se prepara para o embate final no cinema abandonado na cidade. Brooke fica com dúvidas de Stavo, uma ótima referência a Scre4m.
E ali com poucos personagens situados naquele ambiente, nossa final girl preferida é apunhalada com gravidade e pouca cerimonia.

Nesse ponto me uno a outros revisores que criticaram a pouca relevancia de Brooke após tanto carisma entregue por sua intérprete. Brooke merecia mais que um parco romance. E quem está por trás da máscara Ghostface 2.0? Ops, não teve o clássico desvendar da identidade do assassino + tirada da máscara.

E mesmo sem chocar, mais trazendo até uma conclusão objetiva o assassino ser Kieran. Todos os caminhos somados levavam ao mocorongo. Kieran era amante de Piper, a assassina da primeira temporada.

Unidos por pais negligentes[daí o xerife ter morrido e ele seco demais], ele estava em Lakewood para auxiliar a estrábica. Talvez os quarenta segundos da revelação pouco surpreendente tenham sido mais proveitosos para o rapaz que duas temporadas inteiras.

Eli vai pro saco de forma sanguinolenta, mas foi um personagem tão mal conduzido que poderia ter empacotado quatro, cinco episódios atrás.

E fica nisso, pois nem uma explicação mais conectiva temos sobre o papel de Audrey tão confuso por toda a temporada e a opção escrota de poupar o assassino para sim, preservar o elenco a todo custo como bem dito pelo sr. Haddefinir na crítica para o Série Maníacos.

Kieran preso. Brandon James potencialmente vivo. Willa Fitzgerald 20 episódios depois como uma das mocinhas mais insossas da televisão e caso não haja uma renovação para a terceira temporada, um especial halloween para fechar as arestas largas da série.

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Miniatura

Transpondo agora de maneira mais clara não existem duvidas que a fonte original que é o roteiro de Kevin Williamson é infinitamente superior: fez escárnio e parodiou os slasher movies, teve uma heroina a altura e marcou época.

Scream - The TV Series fecha sua segunda temporada como sucessora de Pretty Little Liars nas rodinhas adolescentes e twitters da vida já que PLL finalmente vai acabar nesse ano. É a unica comparação ou metáfora que consigo deduzir/formar.

A todos que acompanharam as reviews, um abraço e recomendo uma maratona de Scream [os filmes]. Citando a linda Sidney Prescott: 'Don't mess with the original!'

sábado, 30 de julho de 2016

Flash - 1x22/23 Air Rogue/Fast Enough(Season Finale)




Flash termina sua temporada inicial muito bem. De forma épica.

Não chega a ser surpresa que o fim da temporada seja tão bom com uma temporada de estreia que conseguiu superar expectativas ou descréditos. Com Eobard/Wells claramente como vilão da temporada os seus planos se esclarecem.

Tornando Eddie aleatório[propositalmente] Wells revela que no futuro Iris e Barry estão casados e permite que o ancestral seja localizado no subterrâneo das instalações S.T.A.R.

Cisco leva um refrigerante para ser uma bússola do ataque iminente do Flash Reverso, o nerd mais hype dos últimos tempos cumpre a função do seu ardil.

Antes ele decifra a razão de Wells ficar tanto tempo na cadeira, a mesma possui uma bateria que lhe dava energia contínua. No entanto, Reverso inicia a soltura dos prisoneiros do complexo.

Cailtin leva uma surra da meta-humana que se desloca como o Noturno, mas ganha o troco de Iris a la Lana Lang quando estapeava os capangas em Smallville.

Wells quer realizar um novo evento catalisador que possa o levar para sua época e nesse processo Central City e mais cidades podem ser destruídas. Barry decide proteger mesmo os vilões que tanto o fizeram suar na temporada e transportá-los para Liam Yu, a ilha de 'Arrow'.













Numa parceria com Capitão Frio[o sempre ótimo Wentworth Miller] ele faz um plano especifico de transporte da bandidagem. Na hora de deslocar os vilões, Frio surpreende atingindo Barry com sua arma de gelo paralisante, dando oportunidade de fuga para todos os vilões e mostrando que o instinto de Joe é o correto: Frio só pensou em ter novos aliados.

Reverso chega para um novo confronto, mas Barry não está sozinho. Nuclear e Oliver Queen estão no recinto e ajudam a nocautear o amarelinho. Mesmo rápido, valeu a primeira interação dos primos Amell no Universo da DC.

Que cenas competentes, que reforçam o alto investimento da CW na qualidade técnica de suas séries enquanto que gigantes como a ABC adoram um chroma key[beijo, Once e Revenge].

Sem alternativa, Eobard/Wells termina de revelar seus planos, quer mesmo provocar um catalisador que o retorne a sua época. Revelando pouco da sua inimizade natural com o Flash, ele informa que matou Nora e que o próprio Flash impediu que Barry fosse morto naquela noite.(HOW?What?)

Wells completa dizendo que ao ficar preso ao viajar no tempo, precisou criar o Flash através da explosão do acelerador de particulas para seus objetivos. Ele oferece uma troca: leva Barry a noite exata que Nora foi morta e volta para sua época.

















Martin retorna para ajudar nos cálculos da provável viagem no tempo e celebrar o enlace de Caitlin e Ronnie, uma sub-trama importante para trazer leveza ao ritmo do episódio no entanto com a impressão de correria.

Mas enfim...entende-se que com tudo mais em risco que Ronnie e Caitlin, e Eddie e Iris, o foco esteja na ação. Barry volta a noite que a mãe morr, conversa com ela ferida, mas entende que para evitar aquilo no passado, não existiria Flash para defender a cidade no presente.

Uma jornada construída por toda a temporada: a aceitação do quanto é especial ser quem ele é e o que ele faz para salvar quem precisa, o que o torna um herói. Eddie morre com um tiro mostrando ser o elo com Eobard que começa a se desfazer. Como os dois são sugados pelo portal, fica difícil de saber se Reverso realmente foi destruído.

A ameaça agora é ainda maior, um tornado inverso com proporção de buraco negro engolirá a cidade a menos...que o velocista mais carismático de todos os tempos arrisque-se. Assim ele ruma ao buraco negro acelerando.

Arrasou, Geoff e equipe. Obrigado CW. E aplausos merecidos a Grant Dustin por fazer valer cada minuto como Barry Allen. A todos que leram as reviews nos vemos na Season 2.

sábado, 25 de junho de 2016

Orphan B. - 4x10 From Dancing Mice to Psycopaths(Season Finale)



Orphan Black finaliza uma temporada irretocável mais uma vez configurando o jogo de poderes de suas protagonistas.

Se Sarah mesmo colaborando com Rachel continua com o pé atrás, o mal estar nunca esteve incerto. Rachel mostra mais uma vez a força de seus objetivos e o cálculo de seus planos. Se é para conquistar sua retomada ao poder, que tal colaborar para tirar Evie Cho do caminho para depois retornar ao topo?

Deixando Ira, Susan, Sarah e todo clone Club em casa e na telinha boquiaberto, a falta de escrúpulos de Rachel ditou os rumos da finale. E não somente por uma questão de reviravolta ou gancho futuro, mas por construção do roteiro e dessa rasteira.

Cosima esteve mais perto do que nunca da cura, mas de repente fica refém de Susan que apesar de interessada num antídoto, quer reiniciar o sistema de clonagem do projeto Leda.

















Felix conseguiu espaço no episódio ao lado de Krystal, Art e Sarah. Como não amar esse ser humaninho chamado Krystal por dentro de tudo ao mesmo tempo que de fora? Meu cabelo é melhor do que o seu que não entra nem pente.

Jogando com o mentor de Cho como se fosse Krystal, Sarah tenta ficar um passo a frente das ameaças a caminho. Enquanto isso, uma insana e fria Rachel ludibria os membros do conselho a retornar com as pesquisas clônicas aliando aos experimentos com as larvas-robôs.

Sarah embarca numa viagem suicida ao confronto com Rachel. Com sangue nos olhos, Rachel esfaqueia Susan e Sarah, deixando a mãe mais gravemente ferida, mas uma Sarah impotente. Daí a reconfiguração de poderes, Rachel começou presa e acaba a temporada no topo.

Já para Sarah, Kira e S. estão no poder de Ferdinand. Helena fora do alcance para poder ajudá-la. Sarah terá que sobreviver por conta própria novamente e com certeza está arrependida de não ter deixado M.K liquidar o patife.

As visões de Rachel[o mistério ainda não esclarecido]continuam no episódio e um personagem misterioso está ligado diretamente a elas, sendo a provável ameaça final para a próxima temporada, que será a última da série.

Charlotte e Cosima fogem de Rachel adentrando a ilha, mas o frio as intercepta. Delphine surge e cuida da cientista que revela estar com uma dose da tão esperada cura. Aprendam como se faz um suspense, gente. Novamente o personagem misterioso parece a frente da pequena vila de pesquisas e com interesses verdadeiros na obscuridade.

Focando na escalada de poder de Rachel e no retorno de Delphine aplicando a cura em Cosima, a série fecha seu quarto ano acima das expectativas que existiam. Foi uma temporada sólida, com boas situações e tensão do início ao fim igualando-se a primeira temporada em ritmo e aproveitamento.

A única bola fora mesmo por razões de revezamento é Alison ficar de fora devido a problemas de piriri e termos apenas uma rápida cena de Donnie e Sestra Helena. Mesmo assim o time de clones registradas vai ser caçado, sendo esta a razão mais válida do retiro dos Hendrix + Helena.

Finalizando, nunca é demais falar do talento excepcional de Tatiana Maslany, nessa temporada ela conseguiu mais dois êxitos: dar a Beth uma devida apresentação e um sólido desenvolvimento da personagem.

E não há restrições para a construção de Rachel: ela é a maior vilã da série e algoz das irmãs. Mas que sua frieza psicopata mesclada com sua esperteza nos deixou embasbacados. Ela deixou. Tatiana chegou ao apogeu da personagem a colocando no patamar de clones com personas consagradas junto a Alison, Cosima, Sarah e Helena. Que venha o confronto final das clones.

Considerações finais:

A dupla pertubada mentalmente formada por Ferdinand e Rachel. Mais doentio ainda por funcionar no fim das contas.

Pasmo com Evie ser eliminada na reunião do conselho.

Espero que a cura funcione.

Susan morreu?

Ira fará dupla com Felix para salvar Siobhan e Kira?

Qual o novo musical de Alison?

Ah, sem dança e sem jantar dessa vez. O clone Club está disperso. Mas não ia ser top Alison e Helena assarem marshmallows lado a lado?

Falando em Helena, hora desses bebês nascerem,

A vila da ilha acrescentou um que 'Outros' a Orphan Black. Lembrando que os Outros eram a galera que morava na ilha de Lost antes do desastre aéreo.

Muito obrigado aos showrunners por fazerem Cosima esquecer que Shae existiu tal qual o público.

sábado, 19 de março de 2016

How To Get Away - 2x15 Anna Mae [Season Finale]


Um finale calmo, mas com todas as respostas necessárias.

Recapitulando brevemente o fim de temporada anterior onde cada segundo era mega importante, How To Get Away With Murder fecha seu segundo ano de forma mais contida, mas entregando ao público todas as respostas que eram necessárias.

Annalise foi para sua casa de origem, onde sua mãezinha a espera e um monte de historico familiar. Faz sentido esse retorno para dar uma dimensão familiar a Annalise e reforçar a atmosfera de encerramento da série. Ainda que ele esteja renovada para uma terceira temporada.

A questão é que não foi um episódio de emoções surpreendentes, mas colocou os pingos nos is. Annalise reviu o pai que lhe abusou na juventude e vê incrédula que ele e a mãe se reaproximaram com o tempo. Nate também chega para conhecer a família da amada.










Para se libertar do passado, Annalise revela que teve um filho que nasceu morto. A cena em que ela faz um memorial para a criança e vai ás lágrimas, é outro endosso forte para Viola ser novamente ao Emmy esse ano.

Enquanto isso na Filadélfia, Wes decide ir atrás de Wallace Mahoney, o seu pai biológico. Bonnie e Frank fazem as vezes de suspense do episódio, quase toda cena dos dois ficava no ar se um poderia matar o outro.

Bom, a série finaliza seu segundo ano com os dois vivos, mas revelando o segredo do passado de Frankito.

Ele pago por Mahoney, provocou o acidente de Annalise. Corroído pela culpa, contou a Sam que o manteve por perto e cobrou esse favor pedindo para Frank matar Lila. Annalise certamente revoltada quer Frank longe dali.

Ela ainda lida com a revelação de que Caleb Hapstall é o assassino dos pais e da tia Helena. Quando foi atacada no apê de Wes, Annalise ouviu a verdade de Phillip que era filho de Helena. Usa um pen-drive que ele deixa de prova para mostrar a promotoria quem é o verdadeiro assassino dos Hapstall.

Pasmem, Catherine e Caleb tinham uma relação incestuosa de fato, mas para ser o único herdeiro ele não se importou de tirar a irmã da cadeia. Não foi dessa vez que Michaela foi feliz de verdade. Quem sabe numa relação inusitada com Asher ela consegue?

Connor e Oliver chegaram vivos ao fim da temporada e numa relação mais madura. Minha aposta é que Conrad Ricamore entra no elenco fixo no próximo ano.

Laurel procura Frank tarde demais na minha opinião, não é todo dia que se descobre que o namorado é um assassino, mas ela repeliu Frank e o procura agora? Laurel cresceu demais nessa temporada, mas se perdeu nos últimos três episódios sendo babá de Wes e gongando Frank.

Asher foi um bom personagem para a temporada, mostrou um lado comico mais convincente, foi incluido na trama principal e passeou pelo drama, seno muito bem aproveitado pela trupe de roteiristas.

A mídia informa sobre Caleb que se suicida ou foi morto. Pode ser um gancho para o ano três. Wes fica frente a frente com Wallace Mahoney, se identifica e o homem é morto com um tiro na sua frente. Terá sido Frank?

Zerando-se novamente, How To Get Away With Murder não se rendeu a megalomania de tantos hits e fez um segundo ano sólido, trabalhando uma trama central sem deixar de desenvolver todos os seus personagens. Agora é manter o ritmo na terceira temporada.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Scream Queens - 1x13 The Final Girl[s](Season Finale)


Um fim acima da média.

Depois do excelente penútimo episódio, Scream Queens fecha com chave de ouro sua temporada inicial. Sem perder o tom e divertindo nos momento certos, a série mostrou-se uma boa escolha de entretenimento e cult por essência por satirizar tantos elementos da televisão e cinema norte-americanos.

E se a série não conseguiu ser célebre durante todos os episódios da temporada, fica a sensação de dever cumprido e a aposta de uma nova história que mantenha o fôlego da empreitada sem perder o tom.

Avançando no tempo vemos a Kappa reformulada presidida por Grace e Zayday, com Hester como tesoureira do novo ciclo de irmãs. Mas para quem achou suspeita a empalação de Hester a surpresa é que a assassina é...a Hester.

É o momento em que as últimas arestas são amarradas e conhecemos a meticulosa Hester, irmã gêmea de Boone e a grande personagem de Scream Queens. Já fizemos isso em diversas reviews, mas não há como fazer esta review de fechamento sem rasgar elogios a Lea Michele.

Na pele de outra atriz que não a intérpete de mil facetas, cria da Broadway a personagem não teria a intensidade e arrepio que Hester teve por isso é totalmente válida a maquinação, as caras e as bocas. Hester não falou quase nada para falar pelo episódio quase todo.

Parece monótono mas a articulação da personagem foi o que motivou a caça ás bruxas á Kappa. Então nada mais justo de digerir nessa finale o quão enorme Hester foi.






Inteligente e perversa, ela era a mente criminosa enquanto Boone era os músculos. Gigi como mentora era uma pessoa emocionalmente instável e nisso Hester criou terreno. Cada elemento de construção da psicopata como o famoso colar cervical, o conhecimento sobre várias armas. Hester ter ligado a fritadeira que torrou a pobre Ms. Bean, o ácido que ela fez Boone colocar junto á  mangueira que deformou Dorkus.

Enfim, Hester fez-se valer cada episódio até os mais mornos. A personagem entra para uma galeria seleta de vilãs na televisão. Interessante será assistir cada olhar, cada expressão de Lea na série depois de ver esse episódio de surpresas.

Usando a lábia ela convence os pais de Number 5 a reforçarem o álibi que ela é uma assassina. Mas Hester vai fundo e compromete Number 3 e Chanel no pacote. Presas, elas se prejudicam no júri que quase chega a inocentá-las. Mas não tem volta, vão as três para o manicômio.

Mesmo Grace e Zayday suspeitando de Hester ela contrata atores muito bons para fingir que são seus pais biológicos. Munsch sabe do segredo da caolha, mas se entregar Hester vai ter que responder pela morte da menina da banheira e do ex-marido. Então, move on. 

Essa lógica do deixa quieto, que aqui no Brasil podemos enquadrar como um jeitinho brasileiro coube totalmente no desfecho da reitora. Afinal ela recuperou o prestígio como educadora, tem namorado novo[Wes] e um best-seller no NY Times.








Chad Radwell abre uma instituição em homenagem a seus amigos da Dickie Dollars. Pessoalmente, este foi um personagem que eu não gostei tanto e que extrapolou o tom em vários momentos, mesmo assim a despedida de Denise Hemphill[rumo ao FBI] foi hilária. Só acho que faltou uma cena de despedida do necrófilo e Chanel. Mesmo que em tese eles houvessem terminado umas dez vezes.

No manicômio a coisa muda de figura. 3 vira a nova Predatorian Lez. 5 deixa a chatice patológica e conquista a amizade sincera de Chanel. Chanel..quem diria, é eleita de forma honesta a liderar sua nova irmandade: o hospício. 

Com o título que remete a sobrevivência das personagens principais, título também da recente e ótima paródia 'The Final Girls' vem a cena final. Mesmo tornando-se uma pessoa melhor, Chanel sintetizava o pior da geração das Kappas e por isso Hester vai atrás dela para terminar o serviço aposentando-se da vida de matança ou quem sabe iniciando uma nova safra de 'incidentes'.

Momentos Poker Face:

- Hester treinando acertar a parte exata do olho que não seria um ponto vital;

- A insubordinação das Chaneis no tribunal, achei que ganhariam cadeira elétrica;

- Toda fofura de Chanel no manicômio sendo uma boa líder;

- Wes dando espaço a filha Grace para sair num mochilão com Munsch;

- Scream Queens propositalmente teve uma polícia ás cegas até o último capítulo. Denise continuou o ranço com Zayday;

- Outra alegoria foi a de piores pais: os pais de Number 2, os pais de Chanel, de Chad, Number 5 e Number 3. Os atores que Hester contratam foram os melhores pais e nem eram de verdade;

- Cada picada afiada no sistema político, social, cultural e internauta norte-americano. Pontuais e inteligentes como nessa fala de Hester 'Eu sou um fruto desse sistema';

- Number 5 admitindo tirar a sunhas dos pés com a boca;

- Number 3 realmente acreditar que tinha um alter-ego assassino chamado 'Dirty Helen'.

- Keke Palmer é uma ótima atriz. Que a segunda temporada aproveite mais o seu talento[cast spoiler].

- Lea Michele e Jamie Lee dignas de premiações como atriz coadjuvante. Emmy 2016. Será???

Melhores episódios:

- Dorkus escrito por Ian Brennan
- The Final Girl[s] escrito por Murphy, Brennan e Brad Falchuk
- Pilot escrito por Murphy, Brennan e Brad Falchuk
- Hell Week por Brad Falchuk
- Chainsaw escrito por Ian Brennan


Episódios mais fracos:

- Seven Minutes in the Hell escrito por Ryan Murphy sozinho.
- Os demais episódios escritos apenas por Murphy.